Às vezes eu queria que houvesse
uma maneira de existir sem me pesar.
Ser e não doer.
uma maneira de existir sem me pesar.
Ser e não doer.
Ter sem pecar.
Mas se nem mesmo acredito no pecado,
não tenho culpa cristã.
não tenho culpa cristã.
Sou fragmentos do não-ser mal escolhidos.
Meus impulsos podados resultam
em um animal pequeno e amuado,
em um animal pequeno e amuado,
que se esconde e se protege
sem nem saber do quê.
sem nem saber do quê.
Que essa solidão me dói é nítido:
vê-se nos olhos caídos que o sorriso não disfarça,
a lágrima recorrente que a maquiagem não segura.
Percebe-se no meu discurso,
essa tentativa falha de expressar com voz
o que só sei dizer no papel.
essa tentativa falha de expressar com voz
o que só sei dizer no papel.
Não lido bem com plateias, preciso entender.
Preciso aprender a me calar como forma de falar.
**Veronica Heiss**
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